Para você, o que é morar bem? A pergunta que deu origem à coluna semanal do jornal Estado de Minas, que vislumbra desvelar o conceito de morar bem na visão de profissionais renomados de diversos setores. Publicada todos os domingos no Caderno Imóveis A do jornal, a coluna “Morar bem é…” mostra que é impossível designar a expressão de uma única maneira já que, a cada semana, ela é  interpretada de forma bem peculiar pelos convidados.

Viver bem. Valorizar a sua história. Ter seu lugar para repor as energias. Transformar a casa em local de sonhos. Ter a integridade física preservada. Ter espaço para receber os amigos. Querer voltar para casa. Esses foram alguns dos sentidos dados à expressão por convidados que  participaram da coluna até então. E no último domingo, 27, quem revelou qual a sua interpretação de “morar bem” foi o presidente da Rede Morar Brasil Brokers, Haldane Teixeira, conforme adaptado abaixo.*

MORAR BEM É… Um estado de espírito.

Por Haldane Teixeira

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O Presidente da Rede Morar, Haldane Teixeira

Residir em um imóvel confortável. Ter uma vista privilegiada da janela da sala. Habitar em uma região tradicional, ou ainda, viver com segurança e tranquilidade. São vários os itens que podem modelar e traduzir o conceito de morar bem. Diferentemente das formas mais comumente utilizadas para designar a expressão, morar bem não remete, simplesmente, às questões infraestruturais. É um conceito que ultrapassa as barreiras físicas e geográficas que delimitam edificações e regiões. É algo que atinge uma esfera interna do ser humano. Refere-se principalmente ao bem-estar, ao convívio com pessoas queridas e claro, somados a substantivos como localidade, aconchego, segurança, tranquilidade, comodidade, praticidade e privacidade.

A expressão “fulano mora bem” é tão superficial perto do que isso realmente significa… É como o abismo que existe entre as palavras casa e lar. A primeira remete ao imóvel de maneira crua, enquanto a segunda significa amparo, base, aconchego, harmonia. Morar bem é “viver” Belo Horizonte de forma intensa, independentemente se Paris é linda ou Nova Iorque é glamourosa. É compartilhar com aqueles que são seus, exemplos de cidadania, de participação coletiva. É ter orgulho de ser um “montanhês” como dizia o saudoso Tancredo Neves.

Enfim, morar bem é um estado de espírito. Depende de como estamos com nós mesmos e com aqueles que moram juntos ou próximos. É deixar problemas profissionais no trabalho, até que você os consiga sanar… Lá. É saber curtir e aproveitar o momento da volta para a casa da melhor maneira possível. Poder chegar, após um dia inteiro de serviço ou de viagens pelo mundo a fora, relaxar com um bom banho, vestir algo confortável, leve e despretensioso, sentar no sofá, soltar um suspiro de alívio e dizer: “Lar, doce lar. O melhor lugar do mundo é aqui e agora”.

*Introdução por Aline Viana

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O empresário Rogério Chor, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi/RJ), está otimista. Afinal, passada a crise, o setor não apenas demonstrou sinais claros de recuperação, como ganhou novo fôlego com incentivos vindos das esferas públicas municipais e federais. Para 2010, ele prevê um crescimento entre 20% e 30%.

Acompanhe a entrevista na íntegra aqui

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No último domingo, 13, foi publicada, no caderno de Imóveis do jornal Estado de Minas, matéria sobre os resultados positivos de 2009, superiores aos alcançados no ano anterior por empresas do mercado imobiliário. A Rede Morar foi destaque na matéria, representada pelo presidente,  Haldane Teixeira, cuja participação você confere a seguir, no trecho da entrevista concedida à jornalista Denise Menezes.

Se, na média, o volume de vendas de imóveis na capital retornou aos patamares alcançados nos meses que antecederam a crise financeira mundial – período de grande euforia com recordes de negócios – algumas empresas com atuação na capital e municípios da região metropolitana fecham este ano com resultados ainda mais significativos, que superam a performance de 2008. Conforme apontam empresários do setor, o crescimento das vendas de unidades de terceiros, os imóveis usados e a volta do investidor ao mercado foram os principais fatores que influenciaram o bom desempenho.

Com 83 imobiliárias no Brasil, 48 delas na capital e em municípios da região metropolitana, a Rede Morar, ligada ao grupo Brasil Brokers, chega ao fim do ano comemorando os resultados, que alcançaram em volume o patamar registrado no segundo trimestre de 2008, seu pico de vendas. “Foi uma surpresa a rapidez com que o país passou pela crise e o mercado imobiliário, particularmente, saiu-se muito bem. Na Rede Morar, as dificuldades foram superadas com criatividade e mesmo no segmento de lançamentos, mais fortemente atingido, a retomada foi gradual”, diz o presidente, Haldane Teixeira.

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O Presidente da Rede Morar, Haldane Teixeira

Além das condições favoráveis da economia brasileira, Haldane atribui a boa performance do mercado imobiliário à maturidade dos vários agentes que compõem o setor. “Temos uma economia hoje que é exemplo para o mundo e também um mercado imobiliário mais maduro e equilibrado, com agentes – incorporadores, construtores e sérios, que souberam se organizar para oferecer ao cliente segurança na compra”, afirma.

Superado o período mais difícil da crise, o mercado imobiliário tem boas perspectivas para 2010, com um cenário de grande volume de vendas em todos os segmentos. Haldane aposta em bons negócios em 2010. “Acredito em um crescimento dos negócios para as empresas da rede entre 8% e 10% sobre a média dos resultados apurados no segundo semestre deste ano”, afirma. Segundo ele, as boas perspectivas são baseadas no aumento de volume de recursos disponíveis para o financiamento habitacional, não só os vindos da Caixa Econômica Federal, mas também os dos bancos privados, e também da consolidação das medidas de incentivo à aquisição da casa própria implementadas pelo governo.

“O Minha casa, minha vida trouxe um alento para o brasileiro de baixa renda, oferecendo subsídios e juros mais baixos no financiamento habitacional, e os bancos privados têm se mostrado mais agressivos na oferta de crédito imobiliário. Portanto, o volume de recursos disponíveis deve crescer, facilitando a realização de negócios com imóveis”, diz Haldane.

Conteúdo escrito por Denise Menezes e editado por Aline Viana

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O brasileiro, na média, compra dois imóveis durante a vida, diferentemente de outros bens de consumo que são trocados regularmente. Somente esse motivo seria suficiente para o consumidor tomar todos os cuidados possíveis antes e após a assinatura do contrato de compra e venda.

Mas, algumas pessoas ainda deixam-se levar pelo impulso e acabam fazendo maus negócios. “Não se compra imóvel sem antes pesquisar, conversar com amigos e analisar as condições financeiras. O mais importante é que as parcelas do financiamento caibam no bolso do trabalhador. Não se pode esquecer também que em edifícios há o rateio de despesas entre os moradores e no momento de receber as chaves, existem despesas cartoriais e com a prefeitura”, esclarece João Crestana, presidente do Secovi-SP.

Para ajudar os compradores nesse momento decisivo, o Sindicato da Habitação de São Paulo elaborou um decálogo com dicas de compra segura e responsável. “São informações simples, de fácil entendimento, que podem ser muito úteis para quem está se preparando para adquirir um imóvel”, enfatiza Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Dez dicas para ajudar a decidir responsavelmente e com segurança a compra do imóvel  aqui

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O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, anunciou nesta quinta-feira  a ampliação do limite de financiamento de imóveis com dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. As mudanças passam a valer na próxima semana. O ministro também apresentou números demonstrando que o FGTS está superavitário neste ano em comparação ao ano passado apesar da crise econômica.

Através das mudanças aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS, os mutuários podem financiar imóveis de até R$ 100 mil em municípios com mais de 250 mil habitantes. Antes, esse limite era de R$ 80 mil. Nos municípios com mais de 1 milhão de habitantes, o Conselho decidiu igualar o valor máximo do imóvel a ser financiado pelo programa com recursos do FGTS aos valores previstos para financiamentos no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Ou seja, é possível usar o dinheiro do Fundo para financiar habitações até R$ 130 mil em municípios desse porte. O limite anterior era de R$ 100 mil.

Segundo Lupi, essas mudanças valem já a partir da semana que vem, quando as novas regras aprovadas pelo Conselho serão publicadas no Diário Oficial. A partir de janeiro do ano que vem, os mutuários de todas as capitais brasileiras, independente do número de habitantes, poderão financiar imóveis de até R$ 130 mil. Lupi disse que vários argumentos foram analisados pelo Conselho para tomar essas decisões. Varias ponderações foram levadas em conta. Um dos motivos é que nas grandes cidades os imóveis são mais caros”, explicou.

Leia matéria na íntegra aqui