Com mercado em alta, profissionais de diversas áreas, como engenharia e medicina, adotam a venda de casas e apartamentos como nova atividade

A aceleração do mercado imobiliário – em São Paulo, as vendas cresceram 75% no primeiro trimestre – se reflete na busca por corretores. Na Imobiliária Lello, na capital paulista, a área de vendas foi reforçada em 15% para fazer frente à busca por casas e apartamentos. Oferecendo horário flexível e comissão de cerca de 3% a cada unidade vendida – em um imóvel de R$ 500 mil, por exemplo, o valor a ser recebido é de cerca de R$ 15 mil -, o setor atrai profissionais de diversas formações, da engenharia à medicina. Segundo Roseli Hernandes, diretora da Lello, a possibilidade de fazer o próprio horário e de conciliar o trabalho com outras atividades – mesmo que seja cuidar da família – estão entre os atrativos da profissão. Os corretores de imóveis são o que se chama de “profissional-empresa”: trabalham como prestadores de serviço para as imobiliárias, que em troca oferecem sua base de dados para venda e locação.

O ganho depende inteiramente do que a pessoa vender. “O profissional fica com entre 40% e 50% do valor da comissão, de 6% do valor da venda”, diz Roseli. O requisito básico para o exercício da profissão, de acordo com o diretor de comercialização e marketing do Secovi-SP, Luiz Fernando Gambi, é o curso de Técnico em Transações Imobiliárias, o TTI, que pode ser obtido em cerca de seis meses. Gambi conta que deixou a engenharia durante a época de “vacas magras” do setor, nos anos 80, para se dedicar à corretagem. Para prosperar na atividade, diz, é preciso deixar a “mentalidade de assalariado” para trás. “Você é uma empresa”, resume. “É preciso trabalhar com planejamento de fluxo de caixa, saber que a venda de hoje te dá um horizonte para um período sem renda”, explica o especialista.

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O número de lançamentos imobiliários no Rio de Janeiro apresentou um crescimento de 16,5% em 2009, na comparação com o ano anterior, de acordo com pesquisa da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi Rio). Foram lançados 14.036 imóveis contra um total de 12.048 em 2008. A pesquisa mostra um aquecimento do setor imobiliário no segundo semestre do ano passado, impulsionado pelo Programa Minha Casa, Minha Vida e pela recuperação do mercado após a crise do ano retrasado. O crescimento do mercado imobiliário em geral é um reflexo da retomada econômica. Nós tivemos um tropeço em 2008, mas em meados de 2009, o setor tomou fôlego novamente. Acredito que este ano o número de lançamentos supere 2009 em até 20% – afirma o vice presidente da Ademi, Rodrigo Conde Caldas.

Na área residencial, Campo Grande foi o bairro que recebeu o maior número de unidades, somando 2.654 unidades. Jacarepaguá ficou na segunda posição, com 2.605 e, em terceiro, ficou a Barra da Tijuca, que havia liderado o ranking em 2008 e registrou 828 novas unidades no ano passado. Dentre os bairros que não recebiam lançamentos há mais de cinco anos, Benfica, Bangu e Parada de Lucas foram contemplados com 92, 192 e 440 novos imóveis, respectivamente. Outro bairro que chama a atenção é Irajá, que em 2007 havia tido 260 unidades e voltou a crescer em 2009, com o lançamento de 548 residências. Já São Cristóvão participa com constância da pesquisa desde 2006, sendo que, no ano passado, o bairro recebeu 812 novas unidades residenciais. Como já vinha acontecendo nos últimos anos, a Zona Sul apresentou número pouco expressivo de lançamentos voltados para moradia, ainda que seja a região mais atrativa da capital carioca, por conta da falta de terrenos. Entre 2004 e 2009, o bairro da região que concentrou o maior número de empreendimentos foi Botafogo, com uma média de 294 lançamentos por ano, sendo 344 em 2009. Nenhum outro bairro de aproximou deste patamar.

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O balanço da Rede Morar, empresa do Grupo Brasil Brokers, sobre os resultados obtidos por sua atuação durante o ano de 2009 torna paradoxal manchetes e informações divulgadas pela mídia do Brasil e do mundo sobre a derradeira crise financeira mundial, acarretada em detrimento do intenso desequilíbrio na economia dos Estado Unidos.

A Rede Morar poderia, facilmente, representar o escudo mercadológico que parece ter sido usado pelo Brasil para driblar os efeitos da difusora recessão. Em 2008, a RM credenciou empresas que somaram 29 pontos de venda, considerando apenas matrizes, computados de janeiro a dezembro e no estado de Minas Gerais. De acordo com apurações e com investimentos limitados , o grupo fechou o ano de 2009 com crescimento de 196,5%, em relação ao resultado do ano anterior, mostrando um vasto crescimento alcançado no período de um ano, quando os novos credenciamentos somaram 86 pontos de venda, com a expansão para São Paulo, Sergipe , Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

Comparada, por especialistas, à recessão econômica gerada pela queda na bolsa de valores de Nova Iorque, em 1929, a crise econômica que desestabilizou a maior economia do mundo, surgiu no mercado imobiliário ianque, a partir de todo um contexto que elevou taxas de juros nos créditos imobiliários, reduzindo significativamente a procura por imóveis e derrubando os preços. Após grandes níveis de inadimplência – afinal, as pessoas já não viam sentido em continuar pagando hipotecas exorbitantes quando as propriedades estavam valendo cada vez menos – a situação espalhou-se por outros países. É fato que a economia brasileira encarou – no verdadeiro sentido da palavra – a situação advinda do continente norte-americana. E a Rede Morar Brasil Brokers mostra a força do mercado imobiliário do país, se estabelecendo como a maior e melhor rede imobiliária do país.

Por Aline Viana