A edição de maio do Jornal Clarear, que circula há 15 anos na região da Pampulha, em Belo Horizonte, publicou coluna especial sobre mercado imobiliário. O convidado à preencher as 30 linhas da coluna e dividir um pouco de conhecimento mercadológico com a comunidade local, foi o presidente da Rede Morar, Haldane Teixeira, que na oportunidade falou sobre a atuação de empresas através das redes de intermediação imobiliária. A seguir, o texto publicado.

As vantagens de integrar o ambiente de Rede de intermediação Imobiliária


Haldane Teixeira – Presidente da Rede Morar

Cada vez mais as redes de intermediação imobiliária conquistam a confiança daqueles que querem vender, comprar ou alugar um imóvel. Os motivos não são desconhecidos e já se mostram bem evidentes. É possível dizer que o sentimento do consumidor diante de imobiliárias que atuam por intermédio de um desses grupos, seja assim traduzido: “Se faz parte de uma rede, os serviços são padronizados, controlados, qualificados, supervisionados e variados”. Além desse sentimento que vem se firmando cada vez mais na vida dos consumidores, as redes de negócios representam conveniência, praticidade e economia de tempo. Clientes estão em busca do produto, claro, mas preferem procurá-lo onde certamente o encontrarão. Eles querem ir direto ao ponto, em lugares seguros, com garantia de procedência, ou seja, no lugar certo.

De maneira geral, a sociedade moderna não caminha, mas sim, corre de encontro ao tempo. A correria diária dificulta as coisas na hora de investir em um imóvel, tarefa que exige disponibilidade de horários e paciência. Porém, os ponteiros do relógio parecem voar, fazendo com que os apressados desejem que o dia tenha no mínimo 30 horas. Por isso o setor imobiliário está em constante movimento para que os processos de busca sejam simplificados. Assim trabalham as redes imobiliárias que, como o próprio nome diz, é uma organização de auxílio a quem procura imóvel. Formadas por outras empresas do segmento, as redes oferecem grande variedade de ofertas e os negócios são otimizados pelos métodos criados e estabelecidos para facilitar a vida dos clientes. É importância mencionar a segurança garantida ao cliente que opta por efetuar transação imobiliária através de empresas credenciadas a um grupo de intermediação. Não só pela qualidade procedimental já citada, mas também pelo fato de que as redes evitam riscos como corretores sem registro, golpes, assaltos, etc.
Em breve, só vai se tornar ou manter-se competitivo e conquistar ou aumentar capilaridade no mercado, imobiliárias que atuarem dentro do ambiente de rede, com o respaldo de uma grande marca. A saída será se incorporar a uma delas. Apesar da resistência de alguns empresários, não há como duvidar da força da tendência.

Além do argumento de sobrevivência no mercado, cada vez mais competitivo, é preciso destacar a chegada de redes internacionais no setor de imóveis brasileiro, tais como Century21, Remax e ERA, fato que vai pressionar empresários que atuam de maneira individualizada a efetuarem a convergência para evitarem falência. Os riscos de imobiliárias perderem mercado diminuem consideravelmente com a estrutura, o know how e o apoio, oferecidos por uma rede de negócios. Vale a pena levar em consideração a conjuntura mercadológica atual.

Texto replicado do Jornal Clarear com introdução de Aline Viana

Ciclo de debates sobre mercado imobiliário do DF aborda a importância dessa ferramenta para as vendas. Evento é uma parceria do Grupo Comunidade de Comunicação e WImóveis

Os investimentos na área de comunicação com o objetivo de alcançar sucesso nas vendas e, sobretudo, dar visibilidade à marca da empresa foram o ponto principal apontado como essencial nas estratégias de marketing voltadas para o mercado imobiliário, tema da abertura do ciclo de palestras promovido pelo Grupo Comunidade de Comunicação em parceria com o WImóveis. O evento ocorreu na terça-feira (30), no auditório da Comissão da Indústria Imobiliária (Sinduscon-DF), e contou com o apoio da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-DF), Associação dos Notários e Registradores  (Anoreg-DF), Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 8ª Região (Creci-DF), Sindicato dos Gestores e Técnicos Corretores de Imóveis (Sindigeci-DF) e do Sindicato da Habitação (Secovi-DF), além da presença de publicitários e marqueteiros da cidade e que atendem os clientes do setor imobiliário da capital.

Segundo Fernando Brettas, presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do DF (Sinapro),  a tecnologia foi um dos fatores que mais impactaram nas ações de marketing das empresas na última década. Por conta disso, as agências que atendem à demanda do setor imobiliário travam um desafio a cada trabalho realizado.
Hoje, o nosso cliente deve estar consciente da importância de uma propaganda para sua empresa, assim como conhecer as restrições que sofremos no nosso trabalho. Não podemos mais utilizar crianças de cinco a 12 anos nas propagandas, isso é uma regulamentação e não podemos mudar. Ou seja, não posso mais colocar crianças brincando no playground para vender um empreendimento, apesar de muitos clientes pedirem”, explica Brettas.

Internet é eficaz na propaganda de imóveis

O investimento em propagandas via internet vem se mostrando eficaz para a maioria das empresas. Segundo Marco Noleto, diretor de criação da Agência Plá, um dos pilares para essa ação é a mudança de comportamento dos clientes. “Em 2009 atendemos a conta da Terracap e fizemos boa parte do nosso trabalho pela internet. O número de lotes vendidos aumentou significativamente, visto que o edital e as condições para o pagamento estavam disponíveis na web. De acordo com alguns levantamentos e estudos nessa área, a web ajuda a finalizar cerca de 30% das vendas dos imóveis hoje em todo o país”.

Peter Gabriel Sola, sócio-diretor da Agência Radiola, acredita que a ação mais importante do marketing imobiliário seja o investimento na comunicação interna da própria empresa. “Quando pensamos em propaganda estamos falando de planejamento, pesquisas e, sobretudo, investimento em comunicação. Mas o ponto fundamental de um projeto de propaganda para uma construtora é o incentivo e a valorização daquele que contribui para a finalização do nosso trabalho, o corretor”, ressalta Peter. O ciclo de palestras tem o apoio da Ademi-DF, Sinduscon-DF, Comissão da Indústria Imobiliária, Anoreg-DF, Creci-DF, Sindigeci e Secovi-DF.

Fonte: Jornal da Comunidade com edição de Aline Viana

O mercado imobiliário do Distrito Federal ultrapassou o do Rio de Janeiro e, em 2009, apresentou indícios de que pode se consolidar como o segundo do país em faturamento e em número de unidades vendidas. Os lançamentos movimentaram R$ 11,7 milhões por dia, um total de R$ 4,3 bilhões no ano. Cerca de 14 mil unidades ganharam o mercado brasiliense. Os números foram divulgados pelo Conselho de Corretores de Imóveis do DF (Creci-DF), com base em levantamento feito entre 10 grandes empresas do setor.

Na capital carioca, o faturamento das empresas com a venda de cerca de 13 mil unidades parou em R$ 3,9 bilhões, segundo estimativa da Ademi-RJ. São Paulo lidera o ranking, com uma previsão de 34 mil unidades comercializadas em 2009. O faturamento não foi divulgado, mas o volume do mercado na maior cidade brasileira tende a ser quatro vezes maior do que o do DF. Salvador e Belo Horizonte se revezam no quarto e quinto lugares.

Empresários do mercado do DF encaram a possibilidade de ocupar o segundo lugar como se fosse o primeiro. São Paulo completou 456 anos no mês passado. Brasília faz 50 anos em abril. Os lançamentos em cidades como Samambaia, Gama e Ceilândia, além do fenômeno Noroeste (1), sustentou a expectativa de ultrapassar o Rio em 2009. “De certa forma, não nos surpreende. O DF tem um mercado de muito volume e muita dinâmica”, diz Fernando Maia, diretor da Brookfield Incorporações no Centro-Oeste. Somente a empresa dele faturou R$ 498,3 milhões com vendas no DF.

Fonte: Correio Braziliense

Pontos positivos  para os proprietários de imóveis na Cidade Maravilhosa. De acordo com dados divulgados ontem, dia 21, pelo Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro (Secovi RJ), os imóveis usados valorizaram até 126%  em comparação ao mesmo período do ano passado.  Os bairros em que o dado é mais evidente são Ipanema, Copacabana, Botafogo e Tijuca. Além de serem regiões privilegiadas por belas paisagens, que funcionam como pontos turísticos, comerciais e de entretenimento visados internacionalmente, outra justificativa para a alta pode ser, nos caso dos três primeiros, o fato de serem beneficiados pela ação de paz das chamadas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPS). O quarto bairro citado é o próximo a ter esse mesmo tipo de ação, programada para acontecer na comunidade do Borel. A informação do aumento nos valores engloba tanto imóveis disponíveis para locação quanto para compra e venda. Atingiu tanto apartamentos quanto casas de todos os tamanhos.

Ainda segundo informações divulgadas pela fonte, a estabilidade da economia e a nova Lei do Inquilinato, que reduziu o prazo que até então o proprietário tinha para retomar seu imóvel em casos de inadimplência no aluguel, de um ano para 6 meses, podem também ser considerados dois outros fortes fatores de projeção dos preços. A valorização dos imóveis assume relação de proporcionalidade com o número de quartos contidos nos mesmos. Quanto maior o número de dormitórios, maior foi a alta. É o que revelou levantamento realizado pelo Centro de Pesquisa e Análise da Informação, Cepai. No bairro Ipanema, o valor de imóveis de quatro quartos subiu cerca de 126,63%. No Flamengo, 79,04% e, no Leblon, 62,45%. Na Tijuca, os residenciais compostos por dois dormitórios apresentaram alta de 81,951%, em São Cristóvão, 68,93%, e em Botafogo, 52,50%.

Por Aline Viana

A visibilidade internacional que o Brasil está prestes a alcançar, em virtude de sediar as duas maiores competições esportivas do mundo, faz com que o governo federal incentive melhorias infra-estruturais nas cidades que servirão de palco para o show do futebol mundial em 2014 e para os jogos olímpicos em 2016.  Sendo uma das cidades mais populares do mundo e arena principal para disputas esportivas nos próximos anos, o Rio de Janeiro já começa a passar por transformações viárias em pontos estratégicos para facilitar o acesso às regiões, encurtando viagens e melhorando a qualidade do transporte público. Se normalmente andar de ônibus em alguns trechos da cidade é tarefa heróica, que requer tempo e paciência, imagine com a presença de turistas do mundo inteiro? Novas alternativas no sistema viário da capital carioca já começam a aparecer e é claro, o mercado imobiliário figura nas próximas cenas.

A prefeitura do Rio, em parceria com o Governo Federal, lançou o projeto “Corredor T5”, um espaço exclusivo de ônibus com 28 km, ligando o bairro da Penha à Barra da Tijuca. Serão construídos terminais de linha, passando por vários outros bairros importantes como Madureira, Jacarepaguá, entre outros. Pelo corredor circularão nove linhas, expressas e paradoras. De acordo com dados da prefeitura, haverá redução de 51% no tempo de viagem. Hoje os passageiros gastam, em média, 96 minutos para cruzar o trecho e com o corredor, serão cerca de 47 minutos. O objetivo do projeto é aumentar a demanda de usuários de ônibus, com transporte do tipo articulado, comportando até 160 passageiros e ainda com possibilidade de redução das tarifas.

É evidente que uma obra urbana desse porte gera necessidade de alocar espaços já ocupados por imóveis, fato que, conseqüentemente gera  necessidade de utilizar prática legal, comum nesses casos: a desapropriação. Apesar da novidade não ter agradado proprietários e moradores do entorno, em detrimento da não intenção imediata de vender ou desocupar seus imóveis, as conseqüência originadas da ação prometem esquentar ainda mais o mercado da cidade. O arquiteto e empresário Arlyson dos Anjos, diretor da credenciada AG Rio Imóveis, com sede localizada em um dos bairros por onde o corredor vai passar, enxerga o projeto de maneira positiva para a cidade e para suas áreas de atuação. “Esse projeto é a concretização da Barra da Tijuca como principal centro comercial da cidade, que ainda sofre com o acesso viário sobrecarregado pela falta dos demais meios de transporte”, observa.

Na opinião do empresário, especificamente o mercado imobiliário local será um dos setores mais beneficiados com as mudanças. “O corredor incentivará a procura por novos lares por parte das famílias e proprietários afetados, além do aumento do interesse comercial na região, direcionando o crescimento da cidade para a zona oeste” destaca o empresário. Estima-se que milhares de imóveis terão que ser desapropriados gerando um custo aos cofres municipais em torno de R$ 150 milhões de reais. Mas, por outro ângulo, analisado por Arlyson, esse inconveniente e desconforto em desalojar famílias, reflete de maneira prosaica no mercado de imóveis. “O procedimento vai lançar diretamente ao mercado mais de 1.500 compradores a procura de novos lares, transformando o negócio nas regiões por onde o sistema T5 passará”, revela. Mas ainda é cedo para grandes resultados.

A Prefeitura municipal anunciou no início do ano, no Diário Oficial, a relação dos imóveis que serão desapropriados e provocou corre-corre de pessoas atrás de informações e especulação do valor de mercado de seus atuais e futuros lares. “À medida que forem sendo pagas as indenizações, haverá uma corrida ainda mais intensa em busca de imóveis, podendo haver supervalorização repentina pelo aumento de procura. Devemos nos preparar”. A prefeitura ainda está lançando um edital da licitação para o cadastramento dos imóveis que serão desapropriados, para posteriormente informar o valor avaliado para indenização. De acordo com informações já divulgadas, o valor total disponibilizado para indenização será distribuído, após avaliação, entre os proprietários dos imóveis afetados. “Antes dessa etapa, o mercado nas regiões “cortadas” terá poucos resultados, afinal os proprietários provavelmente vão aguardar o pagamento da indenização para investirem em novos imóveis. Mas já estamos prontos para auxiliar moradores, aqueles que pagavam aluguel nos imóveis contidos na lista de desapropriação, para que já encontrem novas moradias”, destaca Arlyson dos Anjos.

Ainda segundo o diretor, ele e outros empresários do setor atuam com cautela e atenção nesse início, para agirem com eficácia nas próximas etapas. “Estamos atuando com calma e atenção, procurando saber se o imóvel procurado pelos clientes consta na relação dos desapropriados. Outra ação preparatória é o cadastramento de clientes que receberão indenizações, para uma futura aquisição”, conclui. Cerca de 3.630 imóveis darão lugar às 36 estações (seis duplas), dois terminais (Alvorada e Penha) e 13 pontos de integração. A previsão é que tudo ocorra até 2014.

Por Aline Viana